Perante a ansiedade que o nosso tempo convoca, a natureza inspira-nos com uma silenciosa confiança no caminho da superação. A bonança da Primavera recém-chegada recorda-nos que, mesmo após os períodos mais frios e incertos, que após as tempestades e a destruição, a vida renasce com uma força serena e inevitável.
Tal como nos ensina o Evangelho de Mateus no Sermão da Montanha, “Olhai como crescem os lírios do campo: não trabalham nem fiam; mas Eu vos digo: nem Salomão, em toda a sua glória, se vestiu como um deles. Se Deus assim veste a erva do campo, que hoje existe e amanhã é lançada ao forno, não fará muito mais por vós, homens de pouca fé? “ (Mt 6, 28-29). Na Páscoa, somos chamados a confiar, a repousar na certeza de que há um tempo para cada coisa, e que o florescer acontece, muitas vezes, sem alarde, mas com profunda beleza.
Que este seja o nosso mote nesta Páscoa: cultivar a esperança, aliviar o peso das inquietações e deixar que a luz da renovação nos guie. Como a natureza, também nós somos feitos de recomeços.
Uma Feliz e Santa Páscoa.
Isabel Capeloa Gil
Reitora