A Universidade Católica Portuguesa (UCP) de Braga assinalou ontem o Dia Académico com uma cerimónia marcada pelo reconhecimento do mérito académico e profissional, homenageando alunos de excelência, três colaboradores com 25 anos de serviço e um já aposentado.
Na sessão solene, o pró--reitor do campus de Braga, Paulo Dias, sublinhou que o Dia Académico vai muito além do reconhecimento individual. «Encontramo-nos aqui para celebrar algo que, à primeira vista, pode parecer um reconhecimento individual: o mérito, a carreira, a dedicação de cada um», afirmou, defendendo que cada prémio reflete «uma rede invisível, mas inquebrável, de apoio, exigência e dedicação». Dirigindo-se aos estudantes distinguidos, destacou que «o mérito não é um acaso» e que o desempenho resulta de «múltiplos fatores, desde o apoio familiar (…) mas também do vosso próprio empenho e esforço».
O pró-reitor deixou ainda uma palavra de reconhecimento aos docentes: – nenhum estudante recebe este prémio sozinho» – e aos colaboradores, cujo contributo diário, muitas vezes silencioso, «permite que esta casa nunca pare». Para Paulo Dias, os prémios representam também uma responsabilidade: «o verdadeiro sucesso não se mede pelo que acumulamos, mas pelo impacto que deixamos».
Na ocasião, Paulo Dias referiu-se ainda ao «muito trabalho que tem sido feito para melhorar as condições de investigação e ensino» na UCP de Braga, começando já a ver-se «alguns sinais», com a renovação do campus e «melhoria contínua das condições de estudo». «Com o apoio do PRR foram já feitos diversos investimentos e com o mecenato iremos continuar a melhorar as salas de aprendizagem e a reestruturar os serviços e os espaços de acolhimento dos estudantes», disse, considerando também a entrada, no próximo ano letivo, de um novo curso de Gestão, «um sinal de esperança para o futuro».
Em representação do Arcebispo de Braga, D. José Cordeiro, o cónego Luís Miguel Rodrigues dirigiu uma saudação especial aos alunos premiados e aos colaboradores distinguidos. «Saúdo os alunos que foram premiados pelo mérito académico», afirmou, desejando que os saberes adquiridos contribuam para o progresso pessoal e para «a construção de um mundo mais justo e fraterno».
Aos colaboradores com 25 e 40 anos de serviço, reconheceu «a sua entrega e o seu trabalho em favor da UCP», expressando o desejo de que a Universidade continue a ser «lugar sinodal de reflexão e estudo».
O programa incluiu ainda a lição de sapiência “Celebrar Camilo Castelo Branco no Bicentenário do seu nascimento”, por José Cândido Oliveira Martins, atuações do coro e da tuna académica, bem como oficinas criativas e atividades desportivas ao longo da tarde.
A vice-reitora da UCP, Isabel Vasconcelos, reforçou a centralidade das pessoas na vida universitária, num contexto de crescente digitalização. «Esta cerimónia (…) celebra as pessoas», afirmou, acrescentando que «são as pessoas que dão vida às instituições» e que esse papel «não está ao alcance do algoritmo». Ao destacar os estudantes premiados, salientou que o mérito reconhecido traduz «o esforço, a persistência e o empenho» num percurso que visa não apenas bons resultados académicos, mas também o desenvolvimento integral enquanto profissionais e cidadãos. A vice-reitora agradeceu igualmente o compromisso de docentes e colaboradores, recordando a missão da Universidade: «formar as pessoas, cultivar a ciência, transformar o país e o mundo pela excelência do exemplo».
Dia Académico da Católica de Braga celebra mérito, dedicação e comunidade
Sexta-feira, Março 6, 2026 - 18:00
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Diario do Minho
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