Fundação de Serralves veio à Católica democratizar a arte contemporânea

Quinta-feira, Fevereiro 15, 2024 - 18:26
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Correio do Minho

Biblioteca Padre Júlio Fragata acolhe um dos quatro núcleos da exposição ‘Mãos sobre a cidade’. Até 7 de Abril podem ser apreciadas obras de E. M. de Melo e Castro resgatadas ao acervo da Fundação de Serralves.
 

Fundação de Serralves veio à Católica democratizar a arte contemporânea

A Biblioteca Júlio Fragata do Centro Regional de Braga da Universidade Católica Portuguesa (UCP) acolhe, até 7 de Abril, a exposição ‘Mãos sobre a cidade. Investigações artísticas no meio urbano’, com obras de E. M. de Melo e Castro, do acervo da Fundação Serralves.

Ontem, na inauguração, a presidente da Fundação de Serralves, Ana Pinho, destacou que a mostra dá corpo a uma linha de programação da instituição que visa democratizar a arte. “Vamos a locais onde é difícil fazer chegar a arte contemporânia”, assumiu aquela responsável, depois de o pró-reitor da UCP, João Duque, ter elogiado a opção da Fundação de Serralves de “passear pelo país”
‘Mãos sobre a cidade’ apresenta um conjunto de obras de artistas portugueses e internacionais representados na Colecção de Serralves que se debruçam sobre a realidade urbana contemporânea, investigando processos de ordem física, económica, social e cultural que moldam a vida na cidade.

A exposição foi criada para os quatro campi da UCP: Braga, Porto, Viseu e Lisboa, tendo sido já inaugurada neste último, a 23 de Janeiro, a exposição “olha a relação entre a arte, a cidadania e a democracia”.

A Biblioteca Júlio Fragata da Faculdade de Filosofia e Ciências sociais do Centro Regional de Braga da UCP acolhe um núcleo da exposição dedicada ao artista, poeta e ensaísta, E. M.?de Melo e Castro, uma escolha que João Duque considerou feliz, já que as suas obras podem ser apreciadas numa “casa que sempre se dedicou ao pensamento filosófico e à literatura”.

No núcleo de Braga de ‘Mãos sobre a cidade’ estão intervenções gráficas de Melo e Castro do período pós-25 de Abril de 1974, através das quais o artista se apropria de sinais de trânsito “como suporte para mensagens políticas que subvertiam a sua significação original.

Com curadoria de Joana Valsassina, este núcleo é o resultado da adesão da UCP ao corpo de Fundadores da Fundação de Serralves e integra o programa de exposições itinerantes da instituição sediada no Porto, que tem como objectivo tornar o seu acervo de arte contemporânea acessível a públicos diversificados de todas as regiões do país.

Os promotores de ‘Mãos sobre a cidade’ sustentam que os centros urbanos onde a Universidade Católica está presente são distintos, pelo que a exposição toma como ponto de partida esses territórios e as suas características diferenciadas.

A comunidade académica destas quatro localizações tem, assim, acesso a diferentes partes de uma só exposição, permitindo que a arte chegue a mais e diferentes públicos.

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