Conferência alerta para o «trágico custo humano» e social da doença mental

Sexta-feira, Outubro 17, 2025 - 11:34
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Diario do Minho

A III Semana da Saúde Mental, organizada pelas Irmãs Hospitaleiras de Braga chegou ontem ao f im, com a apresentação do “Guia de Etiqueta na Saúde Mental” e a tertúlia “Saúde mental sem silêncios: um diálogo de todos e para todos”. Na sessão, que decorreu no auditório Isidro Alves, da Universidade Católica de Braga, conferencistas e instituições alertaram para a importância fulcral da saúde mental, até pelos  «trágicos custos humanos», sem falar dos imensos custos sociais e económicos.

O evento começou precisamente com um vídeo, que mostrou os números avassaladores da doença mental, mas também com avisos e conselhos tão simples quanto diretos para se cuidar da saúde mental. Primeiro de cada um e depois do outro. 

Um dos convites/conselhos foi desligar um pouco do mundo e ouvir a si próprio. «Cuidar da mente é uma forma de amor próprio». Quanto aos apelos, dirigidos a todos, é que ninguém se remeta ao silêncio, quando sente que algo não está bem ou que o seu vizinho, amigo ou familiar não está bem.

Aliás, o tema geral da semana da saúde mental foi “Unir vozes pela saúde mental”. Até pela convicção que «não há saúde sem saúde mental».

Se os custos económicos e sociais são enormes, sobretudo quando se fala em mais de um milhão de pessoas com problemas de saúde mental, mais alarmante são os custos humanos, com mais de 700 mil suicídios anuais, no mundo, na sequência de problemas mentais. Daí a necessidade de «parar, respirar, pedir ajuda e oferecer presença».

Na sessão de abertura intervieram, Paula Gomes,  diretora–gerente das Irmãs Hospitaleiras de Braga; Júlio Faceira Guedes, presidente da delegação de Braga da Cruz Vermelha Portuguesa; Paulo Dias, pró-reitor da Universidade Católica de Braga; e Joaquim Freitas, em repre©  Francisco de Assis sentação de Carla Sepúlveda, vereadora da Educação e Coesão Social da Câmara Municipal de Braga.

Marina Ribeiro, psicóloga clínica e comunitária, da Cruz Vermelha de Braga, apresentou o “Guia de Etiqueta na Saúde Mental”. Enfatizou que se trata de dicas simples, de fácil entendimento e que está ao alcance de todos, através da internet.

Quanto aos destinatários, são todos, mas com especial enfoque nas escolas e famílias, precisamente para que o tema deixe de ser tabu. No guia está, entre outros assuntos, os primeiros socorros da saúde mental: 1 – Ver com atenção para o outro e olhar para os detalhes; 2 – Ouvir e escutar o outro, sem pressas, dando abertura para o outro falar; 3 – Ligar, conectar com as pessoas e mostrar os recursos médicos e de atendimento psicológicos existentes.