
O Asilo de S. José, em Braga, celebrou ontem 175 anos de vida e de serviço aos mais velhinhos, com gratidão às direções e aos funcionários. Na sessão solene, que decorreu na Aula Magna da Universidade Católica, o presidente da direção, José Luís Cunha, aproveitou a presença da secretária de Estado da Segurança Social para reivindicar mais justiça nos apoios sociais, sobretudo aumentando as comparticipações.
Por ser uma data redonda e tão significativa, a sessão contou com a presença de variadíssimas entidades bracarenses e não só. Assim, o padre Lino Maia, presidente da Confederação Nacional das Instituições de Solidariedade; o padre Manuel Antunes, presidente da União Distrital das Instituições Particulares de Solidariedade Social de Braga; vereadores da Câmara de Braga, além da já citada secretária de Estado, Clara Marques Mendes.
Questionado pelo Diário do Minho da prenda que gostaria de receber, o presidente do Asilo de S. José foi direto: «a melhor prenda que podíamos receber era que os serviços públicos entendessem as dificuldades que vivem as instituições e, dentro do possível, ajudassem mais do ponto de vista financeiro do que aquilo que ajudam. Porque os custos de gestão de uma instituição como esta são muito elevados e têm-se agravado muito», lamentou.
Este responsável recordou que o custo médio do utente ultrapassa os 1.600 euros, «valores da Segurança Social», quando há utentes com reformas de 500 ou 700 euros. Ou seja, mesmo com a comparticipação do Estado, as instituições ficam em défice de cerca de 20 por cento no fim do ano.
José Luís Cunha falou ainda do problema das doenças na velhice, que de transformam as os Lares em «autênticos unidades de cuidados continuados», sem estarem devidamente preparados para o efeito.
Em resposta, Clara Marques Mendes garantiu que o Estado já reconheceu o problema e já está a agir. Por um lado, com estudos concretos sobre o custo de um utente nas diferentes estruturas de apoio à velhice; e por outro, com a assinatura do Novo Compromisso de Cooperação, passando dos 36 para os 41 por cento. Admite que o caminho é chegar aos 50 por cento de comparticipação.
A governante deu os parabéns e agradeceu o trabalho do Asilo, reconhecendo que são parceiros fundamentais do Estado, substituindo-o e fazendo melhor. «Fazem um verdadeiro serviço público».
Por seu turno, João Rodrigues, vereador da Câmara de Braga, também deu os parabéns ao Asilo, à direção e aos funcionários, pelo trabalho que fazem. Reafirmou o compromisso do município em manter a parceria.
Os funcionários com 15 e 25 anos de casa foram homenageados, como um «estímulo» pelo trabalho. O presidente da UDIPS também fez questão de agradecer a dedicação dos funcionários.