Os 14 municípios do distrito de Braga uniram esforços para criar um manual de boas práticas no Serviço de Atendimento e Acompanhamento Social.
A iniciativa, considerada inédita a nível nacional e que poderá ser replicada noutros distritos, promete respostas mais céleres e equitativas a todos os cidadãos da região.
O Manual de Procedimentos e Boas Práticas para o Distrito foi apresentado ontem, no primeiro Encontro Comunidade de Prática (CoP) Social de Braga, que decorreu na Aula Magna da Faculdade de Filosofia e Ciências Sociais da Universidade Católica, em Braga.
No âmbito do processo de descentralização e transferência de competências da Segurança Social para os municípios, os técnicos e coordenadores do distrito de Braga uniram-se para criar um instrumento de trabalho inovador.
A iniciativa resultou na apresentação de um Manual de Boas Práticas, concebido para orientar os profissionais do Serviço de Atendimento e Acompanhamento Social (SAAS) e do Núcleo Local de Inserção (NLI) dos 14 concelhos do distrito.
Ao Diário do Minho, Isabel Lopes, coordenadora dos serviços em Vila Verde, e Aldina Silva, coordenadora dos serviços de Vila Nova de Famalicão, explicaram que a elaboração do documento partiu de um repto inicial da Segurança Social, com vista a capacitar as autarquias locais, assegurando que todo o território partilhe os mesmos padrões de qualidade e metodologia de intervenção social.
A criação do documento exigiu um esforço de conciliação entre as diferentes realidades e abordagens de cada autarquia. Como sublinhou Aldina Silva, o nascimento desta rede ajudou a ultrapassar os desafios sentidos pelas autarquias durante a transição.
«Quando se deu a transferência de competências, os municípios sentiram-se muito sozinhos, sem orientação. O facto de nos reunirmos numa sala com outros colegas de outros municípios dá-nos outra segurança, outra proteção e outro conhecimento», disse.
Agora, o impacto reflete-se diretamente nos munícipes, que passam a contar com um atendimento padronizado e eficaz em qualquer ponto do distrito.
Isabel Lopes destacou que a população beneficia de «respostas mais céleres, mais eficazes e que envolvem mais as pessoas», garantindo que um cidadão em Vila Verde beneficie do mesmo rigor técnico e acompanhamento que em Famalicão ou Fafe.
O projeto foi reconhecido pela Associação Nacional de Municípios como uma boa prática, distinguindo-se não só pelo documento técnico, mas sobretudo pela criação da própria comunidade de prática intermunicipal.