História
Quando em Itália, na cidade que empresta o nome ao chamado Processo de
Bolonha, é criada a universidade (1088), já no território que viria ser
Portugal funcionava não uma universidade, mas uma escola particular, com o
respetivo mestre, para ensinar os alunos que quisessem acorrer à Escola do
Cabido, aninhada junto à Sé de Braga.
Esta referência seria aqui dispensável, se não considerássemos dois
factos: primeiro, que é na tradição de tal escola, no longínquo ano de
1072 (ou mesmo antes), que a Faculdade de Filosofia e Ciências Sociais,
enquanto natural continuadora da Faculdade de Filosofia, se coloca;
segundo, que foi exatamente esta (última) a primeira escola superior não
estatal a conferir graus académicos de licenciatura e doutoramento em
Portugal.
Resultando de um processo de reestruturação de duas Faculdades do Centro
Regional de Braga, a Faculdade de Filosofia e a Faculdade de Ciências
Sociais, a história da Faculdade de Filosofia e Ciências Sociais (FFCS),
por conseguinte, antes de mais, confunde-se com parte da própria história
da primeira. Na verdade, a Faculdade de Filosofia, enquanto obra da
Companhia de Jesus, está indelevelmente associada não só à presença dos
Jesuítas em Portugal, mas também à sua vocação para o ensino.
Chegados a Portugal em 1540, os primeiros jesuítas, Simão Rodrigues e S.
Francisco Xavier, depressa deram início às aulas públicas no Coleginho de
Santo Antão, em Lisboa, dedicando-se ali à formação humana e cristã da
juventude portuguesa.
Em 1543, receberam de D. João III uma casa em Coimbra, destinada aos
estudos dos jovens jesuítas; pouco depois, foi-lhes entregue pelo mesmo
rei o Colégio das Artes.
Em 1559, foi-lhes oferecida a Universidade de Évora pelo Cardeal D.
Henrique, o mesmo que, ainda Arcebispo de Braga, tentara construir para a
Companhia de Jesus um colégio. Mas foi o célebre Beato D. Frei Bartolomeu
dos Mártires que, em 1563, lhes "fundou" o Colégio de S. Paulo. Braga
entra, assim, dentro da tradição dos colégios dirigidos pelos jesuítas
portugueses.
Quando estes foram expulsos de Portugal, em 1759, dirigiam vinte e oito
colégios de ensino secundário, em Portugal, e a Universidade de Évora.
O Colégio de S. Paulo, em Braga, teve como primeiro Reitor o Beato Inácio
de Azevedo. Durante 196 anos, foi o Colégio de S. Paulo o principal centro
da educação da juventude bracarense: com mais de dois mil alunos
matriculados em vários anos, o Colégio distinguia-se pelo alto nível dos
seus estudos (chegando a ser pedida a colação de graus), e adquiriu o
privilégio de traje e atos académicos, com certas regalias ou usos do foro
universitário.
Os jesuítas voltaram a Braga em 1875. Desta vez, dedicaram-se mais ao
apostolado do que ao ensino. Mas quando, após a expulsão de 1910,
regressaram a Braga, em 1934, estabeleceram na Rua de S. Barnabé o
Instituto Beato Miguel de Carvalho para o estudo da Filosofia.
Em 1942, os estudos de Filosofia aqui ministrados são declarados pelo
Ministério da Educação “Curso Superior de Ciências Filosóficas”. Em 1947,
o Instituto é elevado a Faculdade Pontifícia e, em 1967, esta mesma
Faculdade é declarada, pelo decreto Lusitanorum nobilissima gens, de 13 de
outubro de 1967, Faculdade de Filosofia da Universidade Católica
Portuguesa. Foi a primeira Faculdade da nova Universidade Católica que, em
1968, prosseguiu a sua expansão com a Faculdade de Teologia em Lisboa.
Ao longo do tempo, a Faculdade de Filosofia alargou o leque da formação de
base, em Filosofia e Humanidades, às áreas do Desenvolvimento de Empresas,
Psicologia, Ciências da Comunicação, Artes e Ciências Documentais. Assim,
quando em 2001 é criada a Faculdade de Ciências Sociais, num conjunto de
três Unidades Orgânicas – que entretanto seriam integradas
administrativamente no Centro Regional de Braga – à oferta formativa já
existente na Faculdade de Filosofia e na de Teologia, vêm juntar-se o
Serviço Social, as Tecnologias da Informação e Comunicação, as Ciências da
Educação e, mais recentemente, o Turismo, o Património e o Design.
Cumprindo a determinação do Conselho Superior de 18 de janeiro de 2013,
formou-se o Grupo de Reflexão Estratégica para a reestruturação do Centro
Regional de Braga, constituído pelos Vice-Reitores, Profs. Doutores Isabel
Capeloa Gil e José Tolentino de Mendonça, pelo Presidente do Centro
Regional de Braga, Prof. Doutor João Duque, e pelos Profs. Doutores
Joaquim Azevedo, Miguel Gonçalves, Sérgio Tenreiro de Magalhães, Luísa
Leal de Faria e Alfredo Dinis.
Com trabalhos preparatórios apresentados no verão de 2013, porém, só na
sequência da nomeação, pelo Conselho Superior, em maio de 2014, de uma
Comissão de Acompanhamento do CRBr, e a partir da formação de um grupo de
trabalho local, a “Comissão de Reestruturação do CRBr”, o modelo a seguir
ganharia verdadeira forma (ou, pelo menos, contornos mais definidos).
Integraram a Comissão de Acompanhamento do CRBr os Profs. Doutores Luísa
Leal de Faria, Carvalho Guerra, João Duque e a Dra. Helena Brissos;
constituíram a “Comissão de Reestruturação do CRBr” os Profs. Doutores
João Duque, Presidente do CRBr e representante da Comissão de
Acompanhamento; Miguel Gonçalves, Augusto Soares da Silva e Carlos Morais,
da Direção da Faculdade de Filosofia; José Carlos Miranda, Alexandra
Esteves e Sérgio Magalhães Tenreiro, da Direção da Faculdade de Ciências
Sociais; Isabel Varanda, da Direção da Faculdade de Teologia; José Manuel
Martins Lopes SJ, representante da Companhia de Jesus; e João Alberto
Correia, representante da Arquidiocese de Braga.
Acolhido favoravelmente pela Comissão de Acompanhamento do CRBr, pela
Reitoria e pela Companhia de Jesus, seria com base neste modelo que o
Conselho Superior da UCP viria a aprovar, por unanimidade, no dia 16 de
janeiro de 2015, a fusão das duas Unidades de Ensino, por meio da criação
da Faculdade de Filosofia e Ciências Sociais – tendo em conta a
proximidade científica das áreas das duas faculdades e “a vantagem da
unificação de esforços e recursos, perante os fortes desafios da
internacionalização e da prestação de serviços à região”.
Nomeada, entretanto, por despacho reitoral de 18 de fevereiro de 2015, uma
Direção de transição (para, entre outras tarefas, “dirigir e acompanhar o
processo de gestão diária das duas faculdades com vista à criação da
Faculdade de Filosofia e Ciências Sociais”), por Decreto MC–07/2015 do
Magno Chanceler da Universidade Católica Portuguesa e Cardeal Patriarca de
Lisboa, é instituída, em Braga, a partir do dia 1 de junho de 2015, a
Faculdade de Filosofia e Ciências Sociais, tendo o seu Diretor e o
Conselho de Direção tomado posse, em ato público, no dia 5 do mesmo mês.
Serviço Comunitário
Contextualizados no projeto e na missão da Universidade Católica
Portuguesa, os Cursos de Licenciatura e Mestrado em Psicologia perspetivam
o ensino e a investigação como promotores não só da dignificação
profissional, mas também humana.
Neste sentido, está previsto que o aluno possa participar num programa de
voluntariado, designado de Serviço Comunitário, dando resposta a
necessidades reais da comunidade envolvente e contribuindo para o
desenvolvimento das suas competências de intervenção social e de natureza
relacional, fundamentais no exercício da Psicologia.
O Serviço Comunitário constitui um programa do plano curricular da
Licenciatura em Psicologia, e uma oportunidade extensível ao primeiro ano
dos Mestrados em Psicologia, que permite ao aluno desenvolver um projeto
de voluntariado em diversas instituições da comunidade, e cuja ação se
situa numa linha de complementaridade com a atividades dos profissionais,
sem os substituir.
A integração neste programa é facultativa e deverá corresponder a uma
decisão livre e voluntária do aluno, apoiada em motivações pessoais (e.g.,
a autonomia individual, a prática de uma cidadania ativa, o apoio ao
próximo) e valores como a empatia, a solidariedade, a gratuidade, a
responsabilidade e o compromisso.
O Serviço Comunitário poderá ser desenvolvido ao longo do ano letivo ou de
forma intensiva (e.g., interrupções letivas, férias), em instituições que
abrangem diferentes áreas de intervenção, como sejam: escolas, lares de
idosos, lares de acolhimento de crianças, projetos de intervenção
comunitária, instituições de saúde, entre outras.
A integração e o acompanhamento do aluno durante a sua prestação são
cumpridos em articulação entre a Faculdade de Filosofia e Ciências Sociais
e a instituição acolhedora onde é implementado o projeto.
A prática de diferentes atividade de voluntariado pelo aluno ao longo do
seu percurso académico poderá assumir-se não só como uma mais valia
enquanto experiência facilitadora do seu desenvolvimento pessoal e social,
mas também da sua orientação profissional, uma vez que constitui uma
excelente oportunidade de conhecimento e exploração de contextos e
realidades que no futuro lhe poderão ser úteis na tomada de decisão sobre
a(s) área(s) de especialização ou profissionalização que pretenda
enveredar.
O CAB – Centro Académico de Braga nasceu há 33 anos. Ao longo destas três décadas, foram passando por aqui várias gerações de estudantes da Universidade Católica e da Universidade do Minho.
O CAB é um espaço de encontro para estudantes universitários. Aqui encontras o que as aulas normalmente não ensinam: oportunidades de voluntariado, a experiência de comunidade, relação com Deus, relações gratuitas de amizade e uma outra maneira de compreender o mundo que existe à nossa volta.
O CAB tenta oferecer à comunidade universitária uma proposta de formação espiritual e humana orientada para a integração entre a vida de fé e os desafios da vida de hoje, preocupada com a justiça e aberta ao diálogo com a cultura.
O CAB oferece uma série de actividades que tentam ser de ajuda para esta formação integral da pessoa de hoje: cursos de relações humanas, autoconhecimento e autoestima, exercícios espirituais, cursos de dúvidas de fé e de introdução à fé, noites com convidados de várias áreas da vida social, política, económica ou religiosa, debates e tertúlias, etc. Para além destas actividades, há muitos grupos como, por exemplo, as CVX ou Comunidades de Vida Cristã (grupos de espiritualidade inaciana).
Outro aspecto relevante é o da preparação de adultos para os sacramentos, através dos cursos de preparação para o Baptismo, Primeira Comunhão e Crisma.
No CAB estão jesuítas, disponíveis para acompanhamento espiritual, conversas informais, confissões, discernimento vocacional, etc.
O CAB é uma colaboração entre jesuítas e estudantes, que estão para viver contigo pequenas experiências de grande alcance: uma conversa, uma festa, uma caminhada, uma oração, uma música... Podes aparecer desde já, sem mais.
Ser um Centro de inspiração religiosa católica, não significa pôr como condição o facto de se dirigir só a católicos ou só a quem tem fé. Pelo contrário, a ideia é criar e proporcionar um espaço de encontro onde cada um possa expressar as suas convicções, num ambiente de familiaridade e respeito por quem pensa de modo diferente.
Como é que se chega ao CAB? Atravessando a Praça da Faculdade e empurrando a porta, que está aberta das 15h às 23h00.
Vem que também CABes!
As condições de acesso são as normais estabelecidas pela Universidade Católica Portuguesa.
A Faculdade recebe candidaturas Maiores de 23 para todos os cursos de Licenciatura.
| Licenciatura | Provas de Ingresso |
|---|---|
| Ciências da Comunicação | Português ou Inglês ou História |
| Estudos Portugueses | Português ou História |
| Estudos Portugueses e Espanhóis | Português ou História ou Espanhol |
| Filosofia | Português ou História ou Filosofia |
| Psicologia | Biologia e Geologia ou Português ou Filosofia |
| Serviço Social | Português ou Inglês ou História |
| Tecnologias da Informação e da Comunicação | Matemática |
| Turismo | Português ou Inglês ou Matemática |
| Licenciatura | Regime Geral | Mudança de par Instituição/ Curso | EI | +23 | Protocolos | Titular de Grau | Total |
|---|---|---|---|---|---|---|---|
| Ciências da Comunicação | 36 | 2 | 2 | 2 | 1 | 2 | 45 |
| Estudos Portugueses | 36 | 2 | 2 | 2 | 1 | 2 | 45 |
| Estudos Portugueses e Espanhóis | 20 | 1 | 1 | 1 | 1 | 1 | 25 |
| Filosofia | 15 | 1 | 1 | 1 | 1 | 1 | 20 |
| Psicologia | 80 | 4 | 4 | 4 | 4 | 4 | 100 |
| Serviço Social | 72 | 4 | 4 | 4 | 2 | 4 | 90 |
| Tecnologias da Informação e da Comunicação | 40 | 2 | 2 | 2 | 2 | 2 | 50 |
| Turismo | 20 | 2 | 2 | 2 | 2 | 2 | 30 |
| Fase | Candidaturas | Afixação de Resultados | Matrículas |
|---|---|---|---|
| 1ª FASE | 3/jun a 27/ago * | 2/set | 3/set a 6/set |
| 2ª FASE | 3/set a 20/set | 23/set | 23/set a 27/set |
* Na 1ª Fase, no período de 12 a 25 de agosto, somente se podem apresentar candidaturas online, para o regime geral, e por e-mail para os restantes regimes.
Protocolos Internacionais
Universidade Católica de Pernambuco
Agrupamento de Escolas de Real
Centro Universitário do Distrito Federal (UDF)
Escola Superior de Educação de Paula Frassinetti
Escola Superior de Enfermagem de Calouste Gulbenkian
Faculdade Laboro
Faculdades Unidas do Norte de Minas - FUNORTE/SOEBRAS
Pontifícia Universidade Católica de São Paulo
PUC Minas Gerais
Universidade Católica de Petrópolis, RJ Brasil
Universidade Católica do Salvador
Universidade de São José (USJ)
Universidade Federal de Santa Catarina
Universidade Federal Fluminense
| 1ª Fase | 2ª Fase | 3ª Fase | |
|---|---|---|---|
| Início | 18/fev | 27/mai | 30/set |
| Término | 10/abr | 13/set | 18/out |
| Provas Oral e Escrita (Mestrados em Ensino) | 12/abr | 16/set | 21/out |
| Resultados | 23/abr | 20/set | 23/out |
| Matrículas | 29/abr a 23/mai | 23/set a 27/set | 24/out a 25/out |
24 de outubro (quinta-feira)
a) Os Certificados de Habilitação necessitam ter validação dos Serviços Consulares ou a Apostila de Haia.
Consultar tabela de taxas, emolumentos e propinas em vigor (também em tesouraria@braga.ucp.pt).
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Professor Álvaro Manuel Rodrigues Balsas
Doutoramento/Mestrado
+351 253......
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