Odete Santos

Odete Santos

terça-feira, 15 janeiro 2019 11:36

Ratio Studiorum da Companhia de Jesus

A Ratio Studiorum, hoje, pode ajudar o mundo da Escola, porque ela se centra no encontro pessoal entre o educador e o educando, num processo contínuo de interacção e comunicação; porque, ao individualismo, responde com a colaboração, com a ajuda recíproca, com o sentido de comunidade no aprender, como treino para o viver; porque quer que o aluno seja capaz de aprender a aprender por si próprio, durante toda a vida, que seja activo, interessado, participativo no processo educativo, e não mero recipiente de informações, pois é o aluno, cada aluno, quem aprende e o primeiro responsável pela sua educação; porque ensina e valoriza a generosidade, o trabalho em equipa, a solidariedade; porque apela a uma educação integral, onde o aluno é convidado a desenvolver, equilibrada e harmonicamente, todas as suas faculdades intelectuais, afectivas e volitivas; porque ensina que o homem, todo o homem, tem uma vocação sobrenatural. Nesta justa medida, e porque quer ensinar a saber viver e a viver bem, pode dizer-se que a Ratio Studiorum está hoje tão viva como na época que a viu nascer.

terça-feira, 11 dezembro 2018 11:03

Diferentes Perspectivas Sobre as Organizações

Empenhados na reflexão sobre a identidade e a gestão das organizações, e o seu impacto na sociedade, a turma de 4º Ano da Licenciatura em Serviço Social da Faculdade de Filosofia e Ciências Sociais da Universidade Católica Portuguesa – Braga, com o apoio da Professora Daniela Monteiro, está a organizar, entre Novembro e Dezembro, um primeiro ciclo de conferências intitulado: Diferentes Perspectivas Sobre as Organizações.

Porque os encontros organizados se propõem  estabelecer dinamismos de reflexão e debate entre alunos, profissionais da área e comunidade em geral, a organização convida toda a comunidade académica a participar na segunda conferência  “Excelência e Gestão nas Organizações Sociais”, que decorrerá no próximo dia 14 de dezembro, entre as 11h e as 13h, no Auditório Isidro Alves.


Oradores:

  • Prof. Jorge Barbosa (professor da Faculdade de Filosofia e Ciências Sociais da Universidade Católica Portuguesa, Braga/ Coordenador CRI, Porto oriental (ARS/Norte), vice presidente CVP-Delegação Gondomar/Valongo); 
  • Profª. Doutora Paula Vieira (professora no ISSSP, doutorada em Serviço Social pelo ISCTE-IUL);
  • Doutora Ricardina Costeira (Diretora Técnica do Centro Social e Paroquial de Monsul)

Na próxima segunda-feira, dia 10 de dezembro, a Faculdade de Filosofia e Ciências Sociais da Universidade Católica Portuguesa (Braga) assinala os 70 anos da Declaração Universal dos Direitos Humanos e os 40 anos da adesão de Portugal à Convenção Europeia dos Direitos Humanos com a realização de uma mesa-redonda, destinada à Comunidade universitária e ao público em geral. Na origem desta iniciativa está a preocupação de que, passadas sete décadas, os Direitos Humanos continuam a ser um enorme desafio e uma tarefa pendente, que a todos nos diz respeito e de que a Universidade não se pode alhear.

Por esta razão, haverá na manhã desse dia, entre as 10h30 e as 12h30, na Aula Magna da FFCS, uma comemoração com os seguintes convidados:

  • Dra. Ana Catarina Mendes, deputada do PS na Assembleia da República, membro da Comissão Direitos, Liberdades e Garantias.
  • Dr. Hugo Soares, deputado do PSD na Assembleia da República, membro da Comissão Direitos, Liberdades e Garantias;
  • Dra. Magda Cerqueira, juíza de instrução criminal;
  • Doutor Carlos Estêvão, professor universitário da FFCS.

A sessão, iniciada pelo Professor Doutor Carlos Estêvão, docente na FFCS, terá um formato de mesa redonda, com breves comunicações e possibilidade de debate com o auditório.

sexta-feira, 23 novembro 2018 09:04

Gestão e Filosofia

Álvaro Balsas, SJ; José Bento da Silva (Orgs.)

PVP: 25,00 € (Livro Papel)
PVP: 40,00 € (E-book)
LINK DO LIVRO

In the past two decades, many books and articles have been published on the topics of management and philosophy (van Peursen, 1989; Laurie & Cherry, 2001; Koslowski, 2010; Tsoukas & Chia, 2011; Griseri, 2013). This might be taken as a sign that a philosophy of management is slowly emerging. However, most of these publications tend to be focusing on the mobilization of philosophy and philosophers in management studies, rather than tackling the ambitious project of a philosophy of management. Philosophy in, or and, management is a necessary step in understanding how the works of philosophers over the past 25 centuries can help us better understand and account for managerial practices. Applying their theories and questions to contemporary organizations has proven to be inspirational and fruitful. Yet, a philosophy of management aims at going even further.

Building a philosophy of management requires uncovering what is behind managerial practices, beyond practical requirements. “Philosophizing is not what many politicians and managers think it is: to express some personal ideas on the state of matters. It is, on the contrary, starting to see unquestioned matters in a new, problematic way” (van Peursen, 1989: 267). Philosophy is fundamentally conceptual in nature, whether in challenging, refining or crafting new concepts (Deleuze & Guattari, 1994). Beyond invoking philosophers, we think we should pursue a conceptualization of organization studies, either starting from or reformulating usual words and labels such as ‘organization’, ‘management’, ‘decision and decision-making’, ‘motivation’, ‘leadership, ‘power’, structure’, ‘culture’, ‘change, ‘control’, among so many others.

This process would not be complete if it was not informed by specifically philosophical concepts that could enlighten our understanding of organizations and management. Indeed, a philosophy of management needs to be a two-way street (Laurie & Cherry, 2001), and include notions like ‘agency’, ‘intentionality’, ‘practical reason’, ‘ethics’, ‘reason’, ‘truth’, among so many others

In questioning, embezzling or crafting new words and concepts, the use of philosophers and philosophical fields will be absolutely necessary. Drawing from Tsoukas & Chia (2011) and Koslowski (2010), we offer three main leadsso as to further philosophy of management. First, ontology and epistemology to question organization studies as an academic field and knowledge within organizations; second, praxeology to challenge to connection between theories of management and managerial practices; third, aesthetics to unpack the entwinement of bodies, senses and emotions in management and organizations. These meta-questions (Tsoukas & Chia, 2011) could help us uncover the philosophical concepts under the managerial labels. Within organization studies it is of utmost importance that we try to create and refine concepts. For example, one could start from the institutionalized label (“management”) and dismantle it to reveal its underlying conceptual nature (“coordination”, “delegation”, or “control”).

Our spirit aligns strongly with how Griseri grounds his Introduction to the philosophy of management: “Some have taken the methods of academic philosophy – close attention to the use of terminology, tight arguments in which no statement is immune from questioning – and applied these directly to ordinary phenomena, outside of a theoretical context. Such philosophising of everyday life captures an important element of the original practice of the ancients, that this is meant to be an activity that integrates into people’s day-to-day living, not a remote practice only carried on by a cadre of specialised experts” Griseri (2013: 2).

sexta-feira, 23 novembro 2018 08:59

Verba Volant? Oralidade, escrita e memória

A palavra é o espelho mais fiel do humano, segredo e desvelamento, que permite ao homem abandonar-se ao outro e avizinhar-se do absoluto e do sublime. A Grécia Antiga, berço da civilização ocidental, foi a fonte primordial do contraste entre mythos e logos, um assente na memória, o outro na escrita. O florescimento da Filosofia mostrou as complexas vertentes da palavra escrita: se permite conservar a memória do passado, pode enfraquecer a capacidade de memorizar; separada da Verdade pelo relativismo sofístico, pode distorcer a memória. Quando Roma assumiu a transmissão do legado clássico, e até ao advento do Romantismo, a cultura literária, e com ela a palavra e a memória, foram sinónimos de imitação e adaptação. Ao valorizarem o ingenium individual e colectivo, os Românticos centraram na palavra vernácula a identidade das nações. Também no âmbito das religiões a palavra é essencial: no judeo-cristianismo, Deus cria todas as coisas pronunciando a sua Palavra. A possibilidade de salvação pela palavra é contraditada pelo assumir da dúvida característico do século XX, que enriqueceu o debate sublinhando as suas múltiplas facetas, culminando no desafio presente da imagem e do mundo virtual.

Álvaro Balsas, SJ (Orgs.)

PVP: 15,00 € (E-book)

LINK: http://www.publicacoesfacfil.pt/product.php?id_product=1106

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