O CAB – Centro Académico de Braga nasceu há 33 anos. Ao longo destas três décadas, foram passando por aqui várias gerações de estudantes da Universidade Católica e da Universidade do Minho.
O CAB é um espaço de encontro para estudantes universitários. Aqui encontras o que as aulas normalmente não ensinam: oportunidades de voluntariado, a experiência de comunidade, relação com Deus, relações gratuitas de amizade e uma outra maneira de compreender o mundo que existe à nossa volta.
O CAB tenta oferecer à comunidade universitária uma proposta de formação espiritual e humana orientada para a integração entre a vida de fé e os desafios da vida de hoje, preocupada com a justiça e aberta ao diálogo com a cultura.
O CAB oferece uma série de actividades que tentam ser de ajuda para esta formação integral da pessoa de hoje: cursos de relações humanas, autoconhecimento e autoestima, exercícios espirituais, cursos de dúvidas de fé e de introdução à fé, noites com convidados de várias áreas da vida social, política, económica ou religiosa, debates e tertúlias, etc. Para além destas actividades, há muitos grupos como, por exemplo, as CVX ou Comunidades de Vida Cristã (grupos de espiritualidade inaciana).
Outro aspecto relevante é o da preparação de adultos para os sacramentos, através dos cursos de preparação para o Baptismo, Primeira Comunhão e Crisma.
No CAB estão jesuítas, disponíveis para acompanhamento espiritual, conversas informais, confissões, discernimento vocacional, etc.
O CAB é uma colaboração entre jesuítas e estudantes, que estão para viver contigo pequenas experiências de grande alcance: uma conversa, uma festa, uma caminhada, uma oração, uma música... Podes aparecer desde já, sem mais.
Ser um Centro de inspiração religiosa católica, não significa pôr como condição o facto de se dirigir só a católicos ou só a quem tem fé. Pelo contrário, a ideia é criar e proporcionar um espaço de encontro onde cada um possa expressar as suas convicções, num ambiente de familiaridade e respeito por quem pensa de modo diferente.
Como é que se chega ao CAB? Atravessando a Praça da Faculdade e empurrando a porta, que está aberta das 15h às 23h00.
Vem que também CABes!
História
Quando em Itália, na cidade que empresta o nome ao chamado Processo de
Bolonha, é criada a universidade (1088), já no território que viria ser
Portugal funcionava não uma universidade, mas uma escola particular, com o
respetivo mestre, para ensinar os alunos que quisessem acorrer à Escola do
Cabido, aninhada junto à Sé de Braga.
Esta referência seria aqui dispensável, se não considerássemos dois
factos: primeiro, que é na tradição de tal escola, no longínquo ano de
1072 (ou mesmo antes), que a Faculdade de Filosofia e Ciências Sociais,
enquanto natural continuadora da Faculdade de Filosofia, se coloca;
segundo, que foi exatamente esta (última) a primeira escola superior não
estatal a conferir graus académicos de licenciatura e doutoramento em
Portugal.
Resultando de um processo de reestruturação de duas Faculdades do Centro
Regional de Braga, a Faculdade de Filosofia e a Faculdade de Ciências
Sociais, a história da Faculdade de Filosofia e Ciências Sociais (FFCS),
por conseguinte, antes de mais, confunde-se com parte da própria história
da primeira. Na verdade, a Faculdade de Filosofia, enquanto obra da
Companhia de Jesus, está indelevelmente associada não só à presença dos
Jesuítas em Portugal, mas também à sua vocação para o ensino.
Chegados a Portugal em 1540, os primeiros jesuítas, Simão Rodrigues e S.
Francisco Xavier, depressa deram início às aulas públicas no Coleginho de
Santo Antão, em Lisboa, dedicando-se ali à formação humana e cristã da
juventude portuguesa.
Em 1543, receberam de D. João III uma casa em Coimbra, destinada aos
estudos dos jovens jesuítas; pouco depois, foi-lhes entregue pelo mesmo
rei o Colégio das Artes.
Em 1559, foi-lhes oferecida a Universidade de Évora pelo Cardeal D.
Henrique, o mesmo que, ainda Arcebispo de Braga, tentara construir para a
Companhia de Jesus um colégio. Mas foi o célebre Beato D. Frei Bartolomeu
dos Mártires que, em 1563, lhes "fundou" o Colégio de S. Paulo. Braga
entra, assim, dentro da tradição dos colégios dirigidos pelos jesuítas
portugueses.
Quando estes foram expulsos de Portugal, em 1759, dirigiam vinte e oito
colégios de ensino secundário, em Portugal, e a Universidade de Évora.
O Colégio de S. Paulo, em Braga, teve como primeiro Reitor o Beato Inácio
de Azevedo. Durante 196 anos, foi o Colégio de S. Paulo o principal centro
da educação da juventude bracarense: com mais de dois mil alunos
matriculados em vários anos, o Colégio distinguia-se pelo alto nível dos
seus estudos (chegando a ser pedida a colação de graus), e adquiriu o
privilégio de traje e atos académicos, com certas regalias ou usos do foro
universitário.
Os jesuítas voltaram a Braga em 1875. Desta vez, dedicaram-se mais ao
apostolado do que ao ensino. Mas quando, após a expulsão de 1910,
regressaram a Braga, em 1934, estabeleceram na Rua de S. Barnabé o
Instituto Beato Miguel de Carvalho para o estudo da Filosofia.
Em 1942, os estudos de Filosofia aqui ministrados são declarados pelo
Ministério da Educação “Curso Superior de Ciências Filosóficas”. Em 1947,
o Instituto é elevado a Faculdade Pontifícia e, em 1967, esta mesma
Faculdade é declarada, pelo decreto Lusitanorum nobilissima gens, de 13 de
outubro de 1967, Faculdade de Filosofia da Universidade Católica
Portuguesa. Foi a primeira Faculdade da nova Universidade Católica que, em
1968, prosseguiu a sua expansão com a Faculdade de Teologia em Lisboa.
Ao longo do tempo, a Faculdade de Filosofia alargou o leque da formação de
base, em Filosofia e Humanidades, às áreas do Desenvolvimento de Empresas,
Psicologia, Ciências da Comunicação, Artes e Ciências Documentais. Assim,
quando em 2001 é criada a Faculdade de Ciências Sociais, num conjunto de
três Unidades Orgânicas – que entretanto seriam integradas
administrativamente no Centro Regional de Braga – à oferta formativa já
existente na Faculdade de Filosofia e na de Teologia, vêm juntar-se o
Serviço Social, as Tecnologias da Informação e Comunicação, as Ciências da
Educação e, mais recentemente, o Turismo, o Património e o Design.
Cumprindo a determinação do Conselho Superior de 18 de janeiro de 2013,
formou-se o Grupo de Reflexão Estratégica para a reestruturação do Centro
Regional de Braga, constituído pelos Vice-Reitores, Profs. Doutores Isabel
Capeloa Gil e José Tolentino de Mendonça, pelo Presidente do Centro
Regional de Braga, Prof. Doutor João Duque, e pelos Profs. Doutores
Joaquim Azevedo, Miguel Gonçalves, Sérgio Tenreiro de Magalhães, Luísa
Leal de Faria e Alfredo Dinis.
Com trabalhos preparatórios apresentados no verão de 2013, porém, só na
sequência da nomeação, pelo Conselho Superior, em maio de 2014, de uma
Comissão de Acompanhamento do CRBr, e a partir da formação de um grupo de
trabalho local, a “Comissão de Reestruturação do CRBr”, o modelo a seguir
ganharia verdadeira forma (ou, pelo menos, contornos mais definidos).
Integraram a Comissão de Acompanhamento do CRBr os Profs. Doutores Luísa
Leal de Faria, Carvalho Guerra, João Duque e a Dra. Helena Brissos;
constituíram a “Comissão de Reestruturação do CRBr” os Profs. Doutores
João Duque, Presidente do CRBr e representante da Comissão de
Acompanhamento; Miguel Gonçalves, Augusto Soares da Silva e Carlos Morais,
da Direção da Faculdade de Filosofia; José Carlos Miranda, Alexandra
Esteves e Sérgio Magalhães Tenreiro, da Direção da Faculdade de Ciências
Sociais; Isabel Varanda, da Direção da Faculdade de Teologia; José Manuel
Martins Lopes SJ, representante da Companhia de Jesus; e João Alberto
Correia, representante da Arquidiocese de Braga.
Acolhido favoravelmente pela Comissão de Acompanhamento do CRBr, pela
Reitoria e pela Companhia de Jesus, seria com base neste modelo que o
Conselho Superior da UCP viria a aprovar, por unanimidade, no dia 16 de
janeiro de 2015, a fusão das duas Unidades de Ensino, por meio da criação
da Faculdade de Filosofia e Ciências Sociais – tendo em conta a
proximidade científica das áreas das duas faculdades e “a vantagem da
unificação de esforços e recursos, perante os fortes desafios da
internacionalização e da prestação de serviços à região”.
Nomeada, entretanto, por despacho reitoral de 18 de fevereiro de 2015, uma
Direção de transição (para, entre outras tarefas, “dirigir e acompanhar o
processo de gestão diária das duas faculdades com vista à criação da
Faculdade de Filosofia e Ciências Sociais”), por Decreto MC–07/2015 do
Magno Chanceler da Universidade Católica Portuguesa e Cardeal Patriarca de
Lisboa, é instituída, em Braga, a partir do dia 1 de junho de 2015, a
Faculdade de Filosofia e Ciências Sociais, tendo o seu Diretor e o
Conselho de Direção tomado posse, em ato público, no dia 5 do mesmo mês.
FACes
O FACes – Centro de Atendimento Psicológico e Formação Especializada, da Faculdade de Filosofia e Ciências Sociais, Centro Regional de Braga da UCP, surge como um serviço impulsionado pelos docentes de psicologia com o objetivo de contribuir para esta aspiração, colocando os conhecimentos no domínio da psicologia ao serviço do desenvolvimento da comunidade académica discente / não discente e da comunidade envolvente.
Ano 2020
No âmbito da campanha de Natal organizada pelo Centro Regional de Braga, o FACes - Centro de Atendimento e Formação Especializada - organiza um Workshop aberto a toda a comunidade académica.
Serão realizadas três sessões com a duração de uma hora, nos dias 14 e 15 de dezembro das 18:30 às 19:30 e 16 de dezembro das 15:00 às 16:00.
Este workshop intitula-se “Crescer nas adversidades”. Crescer nas adversidades, tem como proposta levar cada um de nós a uma maior reflexão neste período de pandemia causada pela Covid-19. Através de uma maior consciência de nós mesmos, conseguir tocar mais profundamente na própria existência e consequentemente alcançar uma maior compreensão sobre o sentido que estas adversidades têm em cada um de nós. O propósito principal será despertar a capacidade que cada um de nós tem para enfrentar, sair renovado e fortalecido destas experiências adversas.
Pretende-se refletir sobre o crescimento que as adversidades conseguem estimular na nossa vida. É urgente e pertinente encontrar um sentido neste contexto de crise que vivemos, para que, desta forma, possamos evoluir enquanto Seres Humanos.
Viver é SENTIR com toda a intensidade. Seja no seu lado positivo ou no negativo. São precisamente as adversidades, que muitas vezes nos ajudam a encontrar o caminho. Mas, este caminho exige primeiramente uma reflexão, um encontro com o Eu mais profundo à procura de um sentido. Este sentido permite-nos ver que muitas vezes não somos mais quem fomos e não estamos mais onde estávamos. Ficamos certamente outros, maiores e melhores.
Porque existe a dor? Será meramente algo destrutivo, ou podemos transformá-la em oportunidade de crescimento? Ver a dor apenas pelo sofrimento que causa, pode deixar o ser humano desesperado, mas perceber-se vivo mesmo por ser atravessado por esta dor, pode levar-nos a crescer, renovar-nos e reconstruir-nos, possibilitando encontrar um novo sentido para viver.
Inscreva-se aqui.
Centro de Estudos Filosóficos e Humanísticos 2015- 2020
Unidade de Investigação (UI&D 683) financiada pela Fundação para a Ciência e a TecnologiaO CEFH pretende investigar, numa perspetiva multidisciplinar, as relações entre Pessoa e Sociedade nas suas dimensões filosófica e ética, linguística e comunicacional, cultural e literária, psicológica e educacional. Promovendo as relações entre as ciências humanas, a Unidade articula as contribuições da filosofia, linguística, estudos literários e psicologia. A investigação centra-se em quatro aspetos da relação do indivíduo com o mundo e os outros, a que correspondem quatro grupos de investigação: as novas e diversas formas de impacto da Natureza na racionalidade, o significado linguístico como conceptualização corporizada e socioculturalmente situada, a memória cultural dialogicamente reinterpretada no texto literário e percursos desenvolvimentais na saúde e na educação.
O objetivo geral do Grupo é analisar e avaliar as diversas contribuições
do conhecimento filosófico e ontológico e da dimensão estético-artística
para a realização integral da pessoa humana na sociedade contemporânea. O
primeiro projeto explora o tema da Natureza nos seus vários significados
expressos em trabalhos recentes das áreas da ciência, filosofia e teologia
que têm contribuído para uma maior realização da pessoa na sociedade. São
tópicos de especial atenção a causalidade presente nos sistemas complexos,
as novas formas de religião presentes nas recentes correntes do pensamento
pós-secular, bem como os fenómenos do sagrado e os efeitos do relativismo
generalizado no campo da ética e do bem-estar. O segundo projeto investiga
percursos de humanização através da estética e da expressão artística,
explorando o potencial da criação artística contemporânea, do património
artístico e da cultura estética.
O Grupo pretende investigar estruturas
linguísticas do português e do espanhol e discursos dos media como
manifestações de processos de conceptualização socioculturalmente
situados. Significado, variação do significado e sua fundamentação na
cognição, na cultura e na sociedade são os temas principais de
investigação. O primeiro projeto investiga, na perspetiva da Linguística
Cognitiva, as categorias da causalidade, agencialidade, modalidade e
perceção; a interação entre significado lexical e significado
construcional; a conceptualização e a expressão de emoções; e as dimensões
sociocognitivas do pluricentrismo do português nas variedades europeia e
brasileira. O segundo projeto, promovendo a sinergia entre Análise Crítica
do Discurso, Ciências da Comunicação e Linguística Cognitiva, estuda os
discursos religioso, político e publicitário, focalizando processos
cognitivos, estratégias discursivas e ideologias.
Sendo a literatura uma das formas artísticas que mais claramente revela a
experiência estética do passado reinterpretado no presente e reconhecendo
a necessidade a a urgência de preservação da memória cultural de matriz
humanista, o objetivo fundamental do Grupo é promover estudos críticos
literários e culturais, à luz de uma perspetiva intertextual e
comparativa, tomando como ponto de partida o legado clássico greco-latino
e como ponto de chegada autores portugueses contemporâneos e enquadrando
as produções literárias no contínuo da atividade humana. Entre os
principais tópicos de investigação, estão a continuidade literária da
mitologia clássica, a reescrita de tópicos clássicos em obras
contemporâneas, releituras da Poética de da Retórica, e a paródia como
forma privilegiada de intertextualidade na criação literária
contemporânea.
O objetivo principal do Grupo é investigar o desenvolvimento humano como processo multilinear e multidimensional, que permite diversos percursos individuais influenciando ou sendo influenciados pelos contextos de vida. O primeiro projeto pretende explorar os fatores psicológicos e comportamentais inerentes à saúde/doença, bem como a eficácia do trabalho psicoterapêutico. Especial atenção é dada à fundamentação empírica das práticas de avaliação e da intervenção psicoterapêutica nos contextos da intervenção clínica e psicossocial, da prevenção e da promoção da saúde. O segundo projeto investiga os fatores individuais e relacionais que promovem o desenvolvimento humano integral, identificando processos individuais e organizacionais promotores do sucesso e da inclusão em contexto educacionais, ao longo da vida, e examinando como os contextos e os agentes educativos podem contribuir para a realização integral e para a inclusão social de todos os indivíduos.
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