Consciência e temporalidade: do ser finito ao Ser eterno em Edith Stein

A sessão do Seminário Permanente do Grupo de Filosofia do CEFH decorreu no dia 28 de Junho de 2017, às 11h00, na sala 1.1 da Faculdade de Filosofia e Ciências Sociais da UCP.

No enquadramento da problemática geral do tempo, esta sessão, a cargo da Prof. Doutora Etelvina Nunes, subordinou-se ao tema "Consciência e temporalidade: do ser finito ao Ser eterno em Edith Stein".

Em Edith Stein, a consciência é inseparável da noção de temporalidade. Apoiando-se nas noções de acto e potência de Tomás de Aquino, e na fenomenologia de Husserl, Stein constrói uma teoria do tempo que tem a sua centralidade no presente. Se, por um lado, a temporalidade manifesta a finitude do ser humano, por outro, é também indício da necessidade ontológica de receber o ser. Criticando Heidegger, a autora sublinha que o ‘ser do ser finito’ aparece como ‘um ser recebido’. Neste contexto, serão tratadas algumas questões: Como é que as vivências da consciência, sendo um ‘fluir temporal’, se podem elevar ao acolhimento de algo que é intemporal e que vem dar sentido ao meu ser finito e temporal? Como entra o eterno no tempo?

A sessão contou a moderação da Prof. Doutora Yolanda Espiña.
O Seminário, direcionado a todos os docentes e alunos da Faculdade de Filosofia e Ciências Sociais, esteve aberto a todos os interessados.